Quem Somos

Nosso Fundador


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Canoas, Teresópolis. O verão do ano de 1960 é marcado pelo casamento de seu Ernani de Oliveira e Dona Francisca. Crescia ali, naquele momento, o amor, ingrediente fundamental para a criação de uma verdadeira maravilha gastronômica teresopolitana que, mais tarde, passaria de pai para filho: o Caldo de Piranha.

Tudo começou em meados dos anos 80, com uma pequena mercearia, algumas pescarias e muitas histórias para contar. Seu Ernani descobriu uma suculenta receita com um molho especial que se transformava no caldo de piranha legítimo. Depois de oferecer para os amigos durante uma pescaria, seu Ernani passou a fazer, em sua mercearia, o mesmo caldo para oferecer gratuitamente aos amigos e vizinhos. Esse saudável hábito durou alguns anos, até que o caldo ficou conhecido e cada vez mais procurado. Surgia, na década de 1990, o Caldo e Companhia. Mas nem só de caldo viveria o Caldo e Companhia. E, de mais a mais, o lugar nem era conhecido por esse nome. Todos que frequentavam se acostumaram a chamar de “Caldo de Piranha”, dado o sucesso da iguaria.

 

 Como Tudo Começou


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Mais uma mudança estava a caminho. Era hora de expandir e investir no restaurante. A mercearia deu lugar ao primeiro salão que hoje é uma das maiores referências do circuito gastronômico da cidade.Mesmo depois do crescimento, não foi só a localização da casa – privilegiada e distante da agitação do centro, com a garantia da tranquilidade, inclusive, na hora de estacionar – que se conservou. A administração do Caldo de Piranha seguiu sendo entre a família. Seu Ernani assumia ao lado de seu filho, sua nora e sua esposa, a Dona Francisca. Uma empresa familiar tem dois grandes focos de investimento: capital humano e tradição. Atualmente, 25 pessoas fazem o Caldo de Piranha acontecer. Quem frequenta o restaurante desde o princípio conhece a chef de cozinha, dona Neide, a mulher especialista em administrar o tempo das receitas. Ela conhece ingrediente por ingrediente intimamente, e é capaz de saber com exatidão a que horas cada um deles deve ser adicionado – e por quanto tempo ficará no fogo. E tem ainda uma habilidade especial: pelo pedido, costuma identificar o cliente, por conta das preferências. Sim, no Caldo de Piranha os pratos saem, literalmente, “ao gosto do cliente”. Leidiane, a jovem sous-chef, também compõe com esmero e atenção o cotidiano do preparo de cada prato, com o carinho que seu Ernani ensinou. Há também o acompanhamento detalhista da nutricionista, para garantir o equilíbrio das refeições e auxiliar na descoberta de novas misturas e sobremesas. Outros hábitos, no restaurante, permanecem os mesmos. A pimenta, servida ao público, é plantada no sítio do seu Ernani e preparada por ele. Assim também é o caso do cheiro verde e do brócolis. Além disso, o purê de aipim (utilizado no escondidinho de camarão, carro-chefe da casa) é realmente caseiro e o alho é descascado e moído pela própria equipe. Toda boa história que começa em família continua em família. Hoje, quem comanda a casa é Mariana Linhares, neta de seu Ernani. Acostumada a frequentar o Caldo de Piranha desde menina para fazer suas principais refeições, Mariana guarda as melhores recordações e se empenha para, à frente de sua equipe, prosseguir conduzindo o restaurante para o rol das maravilhas gastronômicas de Teresópolis; um patrimônio para moradores da cidade e também turistas que, encantados, voltam sempre à cidade em busca do delicioso “caldinho”.